Rotina de consultas oftalmológicas em diabéticos

diabetesQuando marcar um exame?

As pessoas portadoras de diabetes devem realizar exame oftalmológico com dilatação da pupila pelo menos uma vez ao ano. Uma vez detectada a retinopatia diabética, exames mais freqüentes são necessários, conforme orientação do oftalmologista.

Recomenda-se que mulheres grávidas com diabetes façam um exame oftalmológico no primeiro trimestre da gravidez, pois a retinopatia pode progredir rapidamente durante a gravidez.

Exame para óculos só deve ser realizado se o nível de glicose no sangue estiver sob controle. Mudanças súbitas no nível de açúcar no sangue podem provocar visão flutuante em ambos os olhos, mesmo na ausência de retinopatia.

Um paciente portador de diabetes deve fazer exame de vista imediatamente se observar mudanças de visão.

Quais as opções de tratamento para a Retinopatia Diabética?

O controle rigoroso do diabetes reduz significativamente o risco de perda de visão pela doença. Outras alterações tais como a pressão arterial elevada e comprometimento dos rins devem ser rigorosamente controladas, quando associadas ao diabetes.   O tratamento das lesões decorrentes da retinopatia diabética é feito através da fotocoagulação com laser e com uso de medicamentos intra-vítreos.

  • Laser

O laser é freqüentemente indicado para tratar alterações decorrentes da retinopatia diabética. As aplicações são feitas com o paciente sentado, geralmente com a utilização de colírio anestésico, sem a necessidade de internação.  A melhora da visão costuma ser parcial, e o paciente pode perceber os pontos de laser no campo de visão. Dependendo da severidade da retinopatia, várias sessões de laser podem ser necessárias.

 

laser

  • Anti-angiogênicos e corticóides

Os anti-angiogênicos são medicamentos recentemente desenvolvidos para inibir a proliferação de neovasos, atuando também sobre a permeabilidade capilar. Utilizados para tratamento do edema macular e da neovascularização retiniana que ocorre na retinopatia diabética.

Estes medicamentos são injetados dentro do olho, em um procedimento ambulatorial que pode ser repetido se necessário. Estão disponíveis no Brasil os medicamentos Lucentis, Eylia e Avastin, todos  da classe dos anti-angiogênicos.

Os corticóides para aplicação intra-vítrea são utilizados para tratar o edema macular. Além da triancinolona, o implante de dexametasona (Ozurdex), injetado no vítreo, libera o corticóide continuamente, por um período de 4 a 6 meses.

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  • Vitrectomia

Em casos avançados e severos de retinopatia diabética, uma microcirurgia denominada vitrectomia pode estar indicada.

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Atualmente, devido a melhores métodos de diagnóstico e tratamento, é possível prevenir a perda da visão. A detecção precoce da retinopatia diabética constitui a melhor proteção contra o dano ocular causado pelo diabetes. É possível reduzir de maneira significativa o risco de perda de visão mantendo um controle rigoroso da glicose no sangue e consultando o oftalmologista regularmente.

 

O que é Retinopatia Diabética?

A retinopatia diabética é uma doença que acomete a visão devido ao acúmulo de material anormal nos vasos sanguíneos do fundo do olho – o que pode ocasionar o entupimento ou enfraquecimento desses vasos, muitas vezes levando a danos à retina. Não é uma doença ligada à idade, adolescentes e adultos jovens também podem desenvolver, caso não tenham um bom controle de seu diabetes.

Com o excesso prolongado de açúcar no sangue, os vasos sanguíneos da retina se deterioram tornando-se mais permeáveis, possibilitando o extravasamento de sangue e fluido: o chamado edema. Como consequência, o portador da retinopatia diabética pode, inicialmente, perceber um embaçamento da visão e a condição pode progredir para a perda parcial ou mesmo total da visão.

As pessoas que têm diabetes apresentam um risco de perder a visão 25 vezes mais do que as pessoas que não portam a doença. A retinopatia diabética atinge mais de 75% das pessoas que têm diabetes há mais de 20 anos.

O diagnóstico de retinopatia deve ser feito por um oftalmologista, através de exames especializados como o do fundo de olho, mapeamento e angiografia da retina.

Na grande maioria das vezes, não há sintomas. Havendo sangramento na retina podem surgir algumas manchas ou pontos escuros na visão. Em geral o sintoma mais comum é a vista embaçada.

Como é uma doença de difícil percepção e que não provoca dores, é fundamental que todo diabético realize consultas oftalmológicas regulares.